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Comércio justo, uma alternativa que ataca a raiz da crise socioambiental

Comércio justo, uma alternativa que ataca a raiz da crise socioambiental

Em 8 de maio, é comemorado o Dia Mundial do Comércio Justo. A comemoração deste dia é uma iniciativa da World Fair Traid Organization (WFTO), que atua em mais de 70 países.

O Comércio Justo é uma forma alternativa de comércio. Uma relação de troca comercial baseada no diálogo, transparência e respeito, que busca maior equidade no comércio internacional. Contribui para o desenvolvimento sustentável, oferecendo melhores condições comerciais e garantindo os direitos dos pequenos produtores e trabalhadores marginalizados, especialmente no sul.

Felizmente, o Comércio Justo cresceu exponencialmente e hoje é um verdadeiro movimento global, com mais de um milhão de pequenos produtores e trabalhadores, que participam por meio de pelo menos 3.000 organizações de base e suas respectivas estruturas em mais de 50 países no sul. Seus produtos são vendidos em milhares de World Stores ou Fair Trade Stores, supermercados e muitos outros pontos de venda no Norte e, cada vez mais, em lojas no hemisfério sul.

Mas o Comércio Justo é muito mais do que uma troca comercial. Sua existência mostra que maior justiça no comércio mundial é possível. Expõe o que é necessário e possível que seja uma mudança nas regras e práticas do comércio convencional e mostra como é possível fazer negócios de sucesso sem a necessidade de explorar pessoas.

O Comércio Justo mostra como os países centrais poderiam colaborar com o desenvolvimento dos países do terceiro mundo com a decisão política de estabelecer relações comerciais éticas e respeitosas, que favoreçam o crescimento sustentável das nações e dos indivíduos.

O comércio justo está intimamente ligado a outros conceitos que devemos ter sempre em mente, como consumo responsável, soberania alimentar, economia ecológica, responsabilidade social ou cidade justa, apenas para citar alguns exemplos.
Os princípios defendidos pelo comércio justo são:

Os produtores fazem parte de cooperativas ou organizações voluntárias e funcionam democraticamente.
Livre iniciativa e trabalho, na rejeição de subsídios e ajuda (daí a frase do comércio justo: "Comércio, não ajuda").
Rejeição da exploração infantil.
Igualdade entre homens e mulheres.
O trabalho é feito com dignidade, respeitando os direitos humanos.
O preço pago aos produtores permite condições de vida decentes.
Os compradores geralmente pagam adiantado para evitar que os produtores procurem outras formas de se financiarem.
Qualidade e produção ecológica são valorizadas.
Tome conta do meio Ambiente
Procura-se uma forma de evitar intermediários entre produtores e consumidores.
Os consumidores são informados sobre a origem do produto.
O processo deve ser voluntário, tanto na relação entre produtores, distribuidores e consumidores.
Aqueles de nós que consideram que a raiz da crise socioambiental que se abate sobre o planeta é o sistema econômico financeiro que rege as decisões da grande maioria dos países do mundo, a partir de um consumismo exacerbado e descontrolado, que acreditam na urgência de Uma mudança de paradigma que reconverte as sociedades humanas para um novo modelo, mais justo e solidário, encontramos no Comércio Justo uma alternativa importante que devemos apoiar.

Ricardo Natalichio
diretor
www.ecoportal.net


Vídeo: Comercio Justo mejora calidad de vida de familia bananera (Agosto 2021).