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Os novos zoológicos do século 21

Os novos zoológicos do século 21

A história de Susi conseguiu espalhar o problema dos zoológicos e animais em cativeiro pelo mundo.

Susi, a elefante do Jardim Zoológico de Barcelona, ​​foi a inspiração para o surgimento do movimento social ZooXXI, ao qual já se juntaram milhões de pessoas no apoio à divulgação e promoção de um modelo de reconversão dos jardins zoológicos em centros adaptados à recuperação de fauna.

ZooXXI é uma proposta internacional de reconversão dos parques zoológicos tal como os conhecemos hoje, com o objetivo de os adaptar à ciência e à ética do nosso tempo.

O movimento ZooXXI se propõe a recondicionar zoológicos para resgate de fauna e adoções, reprodução em cativeiro e conservação no habitat natural de espécies animais. Além disso, o objetivo é promover a aprendizagem por meio de tecnologias imersivas e 'gamificação' (aplicação de técnicas lúdicas).

No caso particular dos elefantes, a ideia é transferi-los para santuários. Se houver santuários para outras espécies, elas também serão transferidas para lá.

O projeto ZooXXI tornou-se uma plataforma internacional com o propósito de adaptar os zoológicos à sensibilidade, ao conhecimento científico e à ética do século XXI. A lógica do século XIX em que o animal era utilizado para mera exibição e entretenimento do ser humano deve ser abandonada. Os novos zoológicos serão espaços paraabrigo, cuidado e assistência a animais feridos, apreendidos em fazendas ou abandonados.

As novas gerações já têm uma empatia especial pelos animais em cativeiro, percebem sua tristeza, seu confinamento, sua decadência. Mas transformar zoológicos não é uma tarefa fácil, requer uma solução complexa.

Serão necessários profissionais capacitados, novos conhecimentos e instalações suficientes, incluindo inovação tecnológica, para se tornar um espaço de atendimento social, animal e ambiental, em que as decisões são tomadas por especialistas e cidadãos.

"Susi, um elefante na sala"

"Susi, um elefante na sala" é um projeto transmídia quetorna o problema visível por meio de histórias contadas em um site de documentário, um curta-metragem e um aplicativo.

Ele fala da dura realidade dos animais em cativeiro de uma perspectiva positiva,a favor da liberdade, contra a violência, com respeito e amor aos animais, onde o usuário será o protagonista em todos os momentos.

O site do documentário oferecerá um aplicativo para download de onde visitar o zoológico de Susi em 360 °, permitindo que você faça um tour 'gamificado' eaprenda mais sobre as espécies e histórias reais de animais.

O projeto “Susi, um elefante na sala” conta com o apoio da plataforma de comunicação ZooXXI, que conta com o apoio da Fundação Franz Webber e da ONG LIbera, para além datoda uma rede de profissionais em diferentes países da América Latina e Europa empenhada em expandir a consciência de um novo paradigma.

O projeto transmídia, dirigido por Ana Luz Sanz, tem uma co-produção entre Barcelona e Buenos Aires que ganhou oprimeiro prémio no concurso de Screenwriters Associats de Catalunya.

Ele também foi recentemente selecionado no Docs Barcelona, ​​ganhou o primeiro prêmio Mediamorfosis na Argentina, foi aprovado na primeira rodada de seleção do IDFA (Amsterdã) e em julho de 2019 participará do Electric Dreams Festival em Londres.Todos os festivais de documentário e tecnologias de imersão mais relevantes do mundo.

Cientistas, artistas, políticos e ativistas apóiam a campanha, graças à qual trabalho está sendo feito notransferência dos 9 elefantes da Argentina para um santuário no Brasil, e para um santuário na França para o porta-estandarte desta caravana global: Susi.

Com informações de:


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